quarta-feira, 25 de janeiro de 2017 0 comentários

Vos sois o sal da terra... Mt 5,13

Vós sois o sal da terra... Mt 5,13

Os capítulos 5-7 de Mateus formam a parte discursiva do primeiro dos cinco ‘livros’ em que dividimos os capítulos entre a narrativa de infância de Jesus (Mt 1-2) e a narrativa da sua Paixão, Morte e a Ressurreição (Mt 26-28). Levando estes três capítulos como uma unidade, é possível considerar: 1) 5,1-16 como a introdução; 2) 5,17-7,12 como a interpretação cristã da lei moral bíblica e 3) 7,13-29 como a conclusão.

Dentro deste esquema, a introdução (Mt 5,1-16) nos traz “as bem-aventuranças” e as marcas que identificam o seguidor de Jesus. É verdade que na virada estóica do cristianismo as bem-aventuranças foram consideradas virtudes a serem adquiridas pelos cristãos. Entretanto, na realidade, são qualidades que marcam a atuação cristã para fazer o Reinado dos Céus presente no mundo. É paradoxal que a pobreza do espírito (desapego) e a mansidão não são marcas dos bem-sucedidos do nosso mundo! Consolar os aflitos, trabalhar pela justiça, ser misericordiosos, promover a paz etc. na prática, traz perseguições ainda hoje. É a experiência nossa, assistir as campanhas de vilificação dos políticos que promovem ideologias que visam gerar fraternidade e solidariedade que sinalizam a presença do Reino, de fato, aqui na terra.

Nos versículos 5,13-16 temos duas metáforas que servem para caracterizar os seguidores de Jesus de Nazaré. Essas imagens, tão familiares a todos nós, são tiradas da vida quotidiana. A primeira, fala do sal que se torna insosso e não serve para nada mais, a não ser jogado fora e pisado pelos homens. A segunda é da luz (cf. Mt 4,16). O Nazareno é intransigente na questão da atuação dos seus seguidores. O texto também comunica a nós o auto-retrato dos primeiros cristãos – comunidades catalisadoras de mudança social. Uma igreja que serve para justificar o “status quo” opressora é o sal que perdeu sua salinidade. Uma igreja que não ilumina, nem aponta para saídas para os miseráveis que sistemas econômicos baseados na ganância irrestrita geram, é uma luz apagada ou uma lâmpada colocada debaixo do alqueire. No entanto, seguir Jesus é incessante trabalho para abrir caminhos para superar a exclusão e favorecer os mais necessitados num repartir equitativo das riquezas que a terra produz.

Agora passamos para a nova interpretação da lei moral bíblica (Mt 5,17-7,12), ou seja, o decálogo, os grandes mandamentos do amor ao Deus e ao próximo e os deveres de piedade (Mt 5,17-7,12). No capítulo cinco nós temos uma secção de vinte e oito versículos (Mt 5,20-48) que fazem uma comparação entre algumas praticas tradicionais e sua (nova) observância inspirada na práxis de Jesus. Referem as práticas a respeito da ira (VV.21-26), o adultério (vv.27-30), o divórcio (vv.31-32), os juramentos (vv33-37), a vingança (vv.38-42) e finalmente o mais exigente: o amor aos inimigos (vv.43-48).

Temos aqui seis perícopes que obedecem a uma fórmula: “Ouvistes... mas Eu vos digo”. O primeiro refere à questão de ira. A nova recomendação é de fazer as pazes com o adversário antes de tudo; até o sacrifício a Deus é para ser oferecido numa atitude reconciliadora. Na questão de igualdade dos sexos, vv.27-30 apresentam uma proposta que incentiva uma atitude de respeito pela pessoa da mulher, e não considerá-la um objeto sexual. Na questão de repudiar a mulher, o novo ensino acaba de vez com o tradicional privilégio masculino. Na comunidade na qual o Reino se faz presente não há necessidade dos juramentos. A nova interpretação da “lei de talião” (Mt 5, 38-42) prepara o caminho para o projeto revolucionário do Reino, isto é, amar os inimigos e orar pelos que perseguem a gente (Mt 5,43-48)!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 0 comentários

O Reinado de Deus já chegou

O Reinado de Deus já chegou

Uma leitura rápida do capítulo quatro do Evangelho de Mateus já mostra que o Reino/Reinado/Império dos céus/de Deus já está presente de pleno direito. A maioria das edições recentes da Bíblia divide este capítulo em quatro partes, a saber: a tentação no deserto (Mt 4,1-11); retorno a Galileia (4,12-17); o chamado dos primeiros quatro discípulos (4,18-22); e um primeiro resumo das atividades de Jesus (4,23-25).

É importante ter em mente a natureza metafórica da linguagem bíblica. Então, o que está em 4,1-11 é uma interpretação teológica das tentações sempre presentes na vida de Jesus. Referem-se às tentativas da subversão que suas obras sofreram ao longo de todo seu ministério. Percebe-se que todas as três tentações têm a ver com as necessidades humanas mais básicas, isto é, a alimentação, a autoridade e o poder. A inusitada proposta de Jesus visa uma organização social com critérios e metas contrários àqueles que valem comumente neste mundo.

Um exemplo é: todos os quatro evangelhos têm narrativas de multiplicação dos pães. Marcos, Mateus e João falam de um momento de Jesus isolar-se após o “milagre” (cf. Mc 6,45-46; Mt 14,22-23; Jo 6,14-15). João faz questão de explicitar o motivo: “aqueles homens” reconheceram em Jesus o profeta que deve vir ao mundo. O Nazareno, porém, sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, refugiou-se de novo, sozinho na montanha, frustrando uma tentativa de corrompê-lo.

Se Jesus pertencesse à elite religiosa, suas curas, suas interpretações da Lei e seus ensinamentos não teriam sido contestados pelas autoridades religiosas, como aconteceu (cf. Mc 2,18-22.23-27; 3,22-30). Este é o significado da segunda tentação que tem o diabo querendo que Jesus pule do pináculo do templo (Mt 4,5-7). A terceira tentação de adquirir poder político a qualquer custo (Mt 8,7-11) aponta para a procura de conseguir resultados desejados a qualquer custo. Não são poucos os cristãos aborrecidos com o estratagema que o neoliberalismo pós-colonial emprega para submeter o Brasil ao seu projeto pouco humano! É usando a Sagrada Escritura que Jesus supera as tentações. O caminho dos seguidores de Jesus não pode ser diferente!

Agora, Jesus vem para Galileia, depois que João foi preso, pregando o arrependimento, pois o Reinado de Deus está por vir (Mt 4,12-17). Citando Isaías 8,23-9,1 o autor reforça sua Cristologia, quer dizer, em Jesus de Nazaré cumprem-se as promessas veterotestamentárias. Ele, de fato, é a ‘luz’ que brilha na escuridão que envolve a Galileia, oprimida pelos imperialistas.

O chamado para entrar nesta nova dinâmica social é algo que provoca e exige uma resposta total. Em Mt 4, 18-22, temos a história do chamado de quatro homens: Pedro e seu irmão André e os filhos de Zebedeu – Tiago e João. Os quatro dão um mesmo tipo de resposta: “deixando imediatamente... o seguiram”. A iniciativa de chamar é de Jesus e a resposta dos chamados é total. O Reino é dom de Deus e ação humana.

Mt 4,23-25 resume as atividades de Jesus em Galileia. O lugar que o Nazareno frequenta mais é a sinagoga; ali ele ensina anunciando o Reino de Deus, cura os doentes, expulsa os demônios, em fim restaura as pessoas a capacidade perdida de desfrutar a vida plena. A reação popular à práxis de Jesus é muito positiva, pois ele é muito procurado pelos benefícios que é capaz de proporcionar a classe sofrida do país (v.23).

Tendo examinado a parte narrativa da promulgação do Reino dos Céus, na próxima, veremos a parte discursiva do primeiro “livrinho” no Evangelho de Mateus.



sábado, 14 de janeiro de 2017 0 comentários

Os preparativos para anunciar o Reino/Reinado de Deus

Os preparativos para anunciar o Reino de Deus

As edições mais recentes da Bíblia apresentam o Evangelho de Mateus dividindo seus capítulos de uma maneira que facilita a leitura. Os primeiros dois capítulos tratam do nascimento e da infância de Jesus de Nazaré. Do capítulo três até o vinte e cinco trata do Reino de Deus. Os últimos três capítulos tratam da Paixão, Morte e a Ressurreição de Jesus.

A segunda parte, isto é, capítulos 3 – 25 são divididos em cinco ‘livros’. Nas traduções mais recentes como a Bíblia de Jerusalém, Edição Pastoral, Nova Bíblia Pastoral fazem assim para o primeiro livro do NT assemelhar ao Pentateuco, os primeiros livros do AT. Jesus seria o novo Moisés, o Novo libertador do povo. O ano 2017, o ano de letra A na liturgia católica, é o ano do Evangelho de Mateus. Para auxiliar os leitores captarem melhor a mensagem evangélica libertadora, faremos algumas observações sobre o Mateus nas próximas semanas.

Nós já apresentamos os primeiros dois capítulos, considerados ‘o Evangelho da Infância’, e hoje queremos nos adentrar na segunda parte – a vida pública de Jesus. No esquema de apresentação de texto, referido acima, os capítulos três a sete promulgam o Reino de Deus. A promulgação tem uma parte narrativa e outra discursiva. De fato todos os cinco ‘livros’ têm o mesmo esquema: uma parte narrativa e um discurso. É da parte narrativa do primeiro ‘livro’ que nós vamos falar aqui.

No capítulo três aparece João Batista como quem prepara o povo para acolher uma radical novidade na história humana. É o próprio Deus que vai efetuar tal mudança, pois as estruturas políticas e religiosas existentes já tinham se mostrado ineficazes de proporcionar uma vida digna para todos. E todos viviam expectativas, cada um de acordo com sua ideologia. João chama a população para o deserto, o lugar onde Deus constituiu seu povo, simbolizando a radicalidade do novo começo. Ele batiza no Rio Jordão, no local por onde Josué tinha conduzido o povo para tomar a cidade de Jericó, no tempo do êxodo do Egito, para entrar na terra prometida.

João é apresentado como a voz que clama no deserto (cf. Is 40,3s); essa interpretação se encaixa muito bem na teologia mateana, mais especificamente sua Cristologia como veremos posteriormente. O Batista vive uma vida austera (Mt 3,4); na sua pregação  usa uma linguagem áspera. Quando ele avista as elites opressoras (fariseus e saduceus) entre os que vinham a ser batizados ele os condena em termos inequívocos (cf. Mt 3,7-11).

A segunda parte deste capítulo fala do batismo de Jesus (Mt 3,13-17). “Nesse tempo Jesus veio da Galileia ao Jordão, a fim de ser batizado”. Há um diálogo entre os dois, que já nos faz sentir a diferença entre o que Jesus representa e o que João propõe. O diálogo termina com as palavras: “nos convém cumprir toda justiça” que convencem João. Ele concordou e batizou Jesus. Aqui a palavra ‘justiça’ (dikaiosyne – em grego) na raiz refere à tradição hebraica a ações que permanecem fiéis a compromissos (da Aliança) e relacionamentos e não, como no pensamento grego, um ideal pelo qual as ações podem ser mensuradas. Assim já temos o conteúdo programático da práxis de Jesus.

No que segue temos uma teofania (manifestação de Deus). O céu se abre, o Espírito de Deus desce sobre Jesus e há uma voz que o declara filho/servo (cf. Is 42,1). Estes são metáforas para evidenciar a concorrência e coincidência do plano de Deus e os interesses humanos. Dito de maneira sucinta: o Reino/Reinado/Império de Deus é dom divino e ação humana.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 0 comentários

Deus protege seu "filho", seu projeto

Deus protege seu “filho”, seu projeto

A segunda parte do segundo capítulo do Evangelho de Mateus (Mt 2, 13-23) nos conta: 1) da brutalidade imperialista (a massacre dos meninos) ao perceber que seus projetos serão contrariados; 2) da condição dos refugiados e migrantes da família de Jesus.

Os magos, terminado sua visita e tendo prestado homenagem ao menino de Belém, foram embora para suas terras sem voltar para Herodes com as informações que ele havia pedido (cf. Mt 2, 7-12). Depois disso o Anjo do Senhor comunicou uma mensagem urgente a José num sonho. Ele foi avisado do perigo mortal que Jesus, o recém-nascido, corria, pois o rei ia procurar matá-lo. A saída da situação era fugir para o Egito com o menino e a sua mãe. José, ao levantar tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito ‘durante a noite’.

Mais uma vez a intenção teológica do autor transparece, pois ele cita Os 11,1 que diz: “Do Egito chamei o meu filho” como chave interpretativa do episódio. A identidade do povo de Deus, ‘filho’ aplicada aqui, de maneira proeminente a pessoa de Jesus de Nazaré, é mais um passo do desenvolvimento cristológico novotestamentário.

Herodes, ao perceber que os magos tinham seus próprios planos e que estes não se encaixavam em seus desígnios imperialistas, enfureceu-se e mandou matar os meninos de dois anos para baixo na região de Belém. Outra vez o autor cita um texto veterotestamentário para iluminar a compreensão da situação. A citação é de Jr 31,15. O lamento de Raquel é aplicada a essa situação em que imperialismo não hesita massacrar seres humanos para manter seu sistema de privilégios e lucros ilesos!

Passaram-se os anos, assim como todos os poderosos deste mundo perecem, Herodes também morreu. Apareceu o Anjo do Senhor em sonho outra vez a José orientando-o para voltar a terra de Israel porque os que buscavam tirar a vida do menino já tinham morrido. A peregrinação dos refugiados começa outra vez, esta vez de volta. Todavia, quando ficaram sabendo que Arquelau, filho de Herodes tinha-lhe substituído no trono, não quiseram voltar para Judeia. De novo, José recebe orientação divina e a família se estabelece em Nazaré, Galileia. Essa escolha que os país de Jesus fizeram é interpretada à luz de Jz 13,5.7. É notável que não haja unanimidade na interpretação dessa citação; ela continua aberta a diversas significações, todas com validade considerável.

Para concluir as reflexões que fizemos sobre “o Evangelho da infância”, podemos dizer o seguinte. A comunidade/a tradição mateana responde a pergunta: quem é Jesus? Ele é filho de Davi, que é filho de Abraão, Filho de Deus, Emanuel (Deus conosco) e Jesus, quer dizer, o salvador do seu povo dos seus pecados. Desde seu nascimento ele está inserido na situação humana, com toda sua ambiguidade e é dependente das decisões humanas (seus pais Maria e José como exemplo), decisões essas, tomadas, auxiliadas pela iluminação divina.


São os magos, percebendo sinais de mudança radical na natureza (estrela-guia) que saem em sua busca e o encontram e reconhecem a divindade presente no menino vulnerável de Belém. A libertação origina na periferia, não na metrópole, nem na casa real. Os que sabem disso das Escrituras, isto é “todos os sumos sacerdotes e doutores da Lei” seguem as políticas imperialistas. Herodes, o fantoche imperialista, age com crueldade desde o primeiro momento que ficou sabendo que nasceu um ‘novo rei’. Ele procura eliminar qualquer possibilidade de uma alternativa para o imperialismo. Por isso promove chacinas e matanças em massa prontamente. Mesmo assim o império não tem a palavra final. Os propósitos de Deus estão protegidos.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 0 comentários

A folia dos "reis"

A folia dos reis

A folia dos reis é uma das festas folclóricas natalinas. O núcleo que deu origem a multiplicidade das expressões populares de alegria natalina inesgotável, inclusive a ‘folia’, encontra-se em Mt 2,1-12.
No tempo do rei Herodes Jesus nasceu em Belém. Vieram alguns magos do Oriente a Jerusalém perguntado pelo rei dos judeus recém-nascido, pois tinham visto sua estrela surgir, e vieram homenageá-lo. De verdade, eles agiram como faria quaisquer outras pessoas em circunstâncias parecidas: procurar o rei recém-nascido no palácio real.

Contudo, essa foi notícia péssima para Herodes. Ele tinha tanto ciúme de seu poder e status real que matou seus próprios filhos para proteger sua posição. “Ouvindo isso (a notícia do nascimento do novo rei dos judeus), Herodes ficou alarmado e com ele toda Jerusalém” (Mt 2,3). É a descrição sucinta mateana da reação brutal deste fantoche do império à notícia de que a semente de uma alternativa possível a imperialismo tinha sido plantado!

Uma vez que ficou claro que a busca do seu rival na metrópole deu em nada, Herodes começou frenéticas consultas para descobrir o provável local do seu nascimento. Seus consultores, “todos os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei”, citando Profeta Miqueias (Mq 5,1-3) apontaram para Belém (na periferia) como o local: “... porque de você (Belém) sairá um Chefe, que vai apascentar Israel, meu povo”. O uso deste texto é mais uma instância que evidencia a intenção teológica mateana de explicar quem Jesus é. Ele é da linhagem ilustre do povo de Deus, o ‘filho de Davi’ (cf. Mt 1,1-17). 

Agora Herodes averigua ‘secretamente’ dos magos os detalhes referentes à ‘este recém-nascido’ novo rei, como o tempo em que sua estrela teria aparecido. Em seguida ele lhes incumbiu à tarefa de informá-lo dos detalhes necessários, já que ele desejava ir “adorar” o novo rei.

Os magos partiram. Ao se afastaram do ambiente imperial de Jerusalém, a estrela que tinham visto no céu reapareceu-lhes. “Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente” (Mt 2,10). A mesma os guiou ao local onde se encontrava o menino. Eles entraram na casa onde menino Jesus e a sua mãe Maria estavam, ofereceram lhe presentes, que tinham trazido. Foram avisados em sonho a não voltarem a Herodes e, por essa razão, regressaram a sua região por outro caminho.

É inegável o contexto litúrgico-catequético deste perícope. Ademais a formulação literária do texto evidencia, mais uma vez, a intenção, claramente cristológica, isto é, Jesus de Nazaré é filho de Davi, Filho de Deus, Deus-conosco. Ele não se encontra na metrópole, mas na periferia.

Belém é uma pequena aldeia, no entanto tem uma história régia. Davi foi ungido rei aqui por Samuel para substituir o rei rejeitado, Saul (1Sm 16,1-13). É aqui que nasce Jesus no tempo de Herodes. Todavia, nem ele, nem “todos os sumos sacerdotes e doutores da Lei” ‘reconhecem’ Jesus como a intervenção divina decisiva; são os magos, guiados por uma estrela, um sinal que vem de natureza, que viajam a Jerusalém a serem instruídos na Sagrada Escritura, continuam a buscar e ‘reconhecem’ a ação definitiva de Deus no recém-nascido de Belém.

A eleição de Davi e a promessa do seu reino que durará para sempre, representam a fidelidade de Deus da aliança para com o povo. É a promulgação da justiça de Deus defendendo os pobres e necessitados e tendo compaixão (assim Sl 72). Jesus como descendente de Davi é eleito por Deus para instaurar tal governo neste mundo. Eis o motivo de ‘folia dos reis’!

 
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