quarta-feira, 30 de novembro de 2016 0 comentários

Curar no dia de sábado?

Curar no dia de sábado?

     Contextualizamos, na semana passada, a cura do cego de nascença à luz da hostilidade das elites contra Jesus de Nazaré que marca o Evangelho de João profundamente. Nos primeiros versículos do capítulo 9 o Nazareno desmistifica as crendices sobre o pecado e a doença do seu tempo e aponta para a transformação que ele mesmo iria realizar em breve. Os detalhes do acontecido têm sua importância, por isso analisemos o texto (cf. Jo 9,1-5).

     Para curar o cego de nascença Jesus cuspiu na terra, fez lama, aplicou-a sobre seus olhos e mandou-o para lavar-se na piscina de Siloé (9,6-7). Em hebraico a palavra Siloé significa o “Enviado”. Vale lembrar que a mesma palavra é um dos títulos caracteristicamente joaninos de Jesus (cf. Jo 4,34). O cego foi, lavou-se na piscina, e ficou curado.

     A mudança na situação da vida do que era cego despertou curiosidade enorme nos seus concidadãos. Pois ele não mendigava mais. Ele é o símbolo do povo que nunca tomou consciência de sua própria condição de oprimidos. Bem por isso não chega a conhecer o objetivo para o qual Deus criou o ser humano – a vida digna de sujeitos autônomos. Assim como fez Jesus, mostrar a possibilidade de outra vida, uma vida liberta das amarras de dependência, continua sendo a missão dos seguidores do profeta de Nazaré.

     Os jornais e tevês (seus equivalentes) daquele tempo promoveram um debate caloroso sobre o ‘milagre’. Os passos e as técnicas que promoveram tal mudança de um tradicionalmente dependente, para a condição de um cidadão independente, foram investigados minuciosamente. Percebeu-se no acontecido uma ameaça que abalaria os princípios e os ‘bons costumes’, as bases sobre as quais a ordem e o progresso eram definidos e mantidos. Numa série de entrevistas e depoimentos o ‘curado’ explicou os procedimentos que foram adotados, mas quanto à identidade daquele que causou essa revolução, ele se mostrou ignorante (Jo 9,6-12). Os formadores de opinião e os mantenedores da pureza dos costumes e tradições ficaram espantados. Algo novo, algo diferente e assustadora, estava produzindo transformação social! Os privilégios das elites tradicionais estavam em perigo.

     Então, os Bicudos e Janaínas daquele tempo foram contratados para redigirem uma denúncia com pareceres muito legais para impedir essa nova dinâmica social revolucionária. Constatou-se que a obra de recuperação da vista foi realizada num dia de sábado. No entanto para assegurar que estava tudo ‘certo’ na forma da lei, os fariseus interpelaram aquele que foi curado. Ele contou sua história: alguém colocou barro nos seus olhos, ele se lavou, e agora está enxergando.

    Não demorou, saiu a opinião oficial: aquele que efetuou tal mudança não pode vir de Deus, pois ele não guarda o sábado. No entanto, não houve unanimidade no supremo: havia um grupo significativo que dizia que um pecador não poderia realizar tais sinais. Numa tentativa de delação condenatória, interpelaram o que era cego outra vez. Só é que contrariando suas expectativas ele afirmou que quem fez isto é um profeta. A procura de transformar o fato em fraude não obteve o resultado desejado (Jo 9,13-17)!

     Os poderosos deste mundo não se dão por vencidos muito facilmente. O império trabalha incansavelmente para evitar que os cidadãos adquirissem a capacidade de ‘ver’! Nossa história recente de inquisição política evidencia o empenho redobrado do imperio neste respeito. O processo de incriminação de Jesus por trazer libertação à vida de um cego de nascença toma ainda outro rumo agora. Veremos...



quinta-feira, 24 de novembro de 2016 0 comentários

O cego de nascença (1)

O cego de nascença – Evangelho de João 9  (1)

O Evangelho de João é um documento altamente teológico. Ele ‘nasceu’ no final do 1º século nas comunidades perseguidas. A perseguição imperial das comunidades dos seguidores de Jesus de Nazaré evidencia a resistência do ser humano contra o Deus que caminha conosco. O texto deste livro tem sua maneira própria de provar essa tese. Ele oferece sete sinais para demonstrar a unicidade de Jesus de Nazaré como o revelador de Deus libertador, portador da salvação. É um texto denso; há camadas de significações. Também é visível o progresso na compreensão de cada sinal que no final provoca uma decisão a favor ou contra Jesus.

Nos ‘milagres’ da cura dos cegos narrados nos evangelhos sinóticos, vimos como aqueles que receberam sua vista de volta ‘seguiram Jesus no caminho’, enquanto os próprios discípulos tiveram dificuldades no seguimento. Não deram conta de entender as implicações do Reinado de Deus que se instaurava na práxis de Jesus. A cura do cego de nascença em João ocupa todo o capítulo 9 e elabora mais detalhadamente como ‘ver/enxergar’ causa mudanças. O texto também comprova: fazer os outros enxergar, isto é, conscientizar ou gerar criticidade no povo é muito perigoso.

Todo o Evangelho de João é permeado pela hostilidade que Jesus, o profeta de Nazaré, enfrenta nos detentores do poder e os fiscalizadores dos ‘bons costumes’. De fato, no capítulo oitavo, se conta a história da mulher flagrada em adultério e a contestação violenta que segue. As propostas do Nazareno, que vão além das ‘boas tradições’ do seu tempo, são resistidas com força. De fato últimos versículos do capítulo falam de uma tentativa de linchar Jesus, mas ele ‘ocultou-se’ e saiu do templo.
O capítulo décimo contém o discurso sobre o ‘bom pastor’. A imagem do ‘Pastor’ tem profundas ressonâncias para o povo judeu. O discurso de Jesus neste respeito causou divisão e confusão no meio de seus ouvintes. Enquanto os defensores do “status quo” acusavam Jesus de estar possuído por um diabo, os outros que tiveram o senso crítico rebateram tal acusação. Opinaram que a fala do profeta Jesus não são palavras de um endemoninhado, pois o demônio não acostuma “abrir os olhos” dos cegos!

Com essa introdução nós vamos passar para uma análise do capítulo 9, comentar e indicar algumas pistas para a aplicação da mensagem do capítulo para nossa realidade. Os seguidores de Jesus costumam ‘fazer memória’ das intervenções divinas no passado para poder discernir a presença deste mesmo Deus no seu presente. Vale lembrar que texto de João foi construído abrangendo muitos aspectos da vida da sociedade do tempo de Jesus; por exemplo, os versículos 1-5 referem à crença daquele tempo: a doença é resultado do pecado. O pecador era punido por Deus em diversas maneiras, inclusive a doença. Em vista disso é inserida aqui a pergunta dos discípulos: a cegueira foi causada pelo pecado do cego ou o dos seus pais?

Jesus, com sagacidade, explica que não foi por causa de pecado algum, nem da parte dele nem a dos seus pais que o homem nasceu cego. A sua condição é uma ocasião para se manifestar a obra de Deus. Em outras palavras, existe um plano de Deus que o ser humano ignora. Nos versículos 4 e 5 o Nazareno aponta para o sinal que ele iria realizar em breve. Alude a transformação que ele vai efetuar com as imagens da luz e da noite: luz, quer dizer, o dia que por sua vez simboliza a vida; a imagem da noite, que é escuridão que simboliza morte, a ausência da vida.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016 0 comentários

A procura de poder e a procura de libertação

A procura de poder e a procura de libertação:
 Os discípulos versus os cegos curados nos evangelhos.

            Indicamos os trechos que falam da ‘recuperação da vista’ dos cegos nos quatro evangelhos. Hoje a nossa intenção é refletir sobre a ‘ironia’ em Marcos como preparação para passar para o capítulo 9 de João que elabora a cura de cegueira e suas implicações políticas e religiosas. Queremos mostrar que ainda hoje a capacidade de ‘ver’, isto é, ter senso crítico é ressentido e vigorosamente combatido pelas elites, assim como faziam no tempo de Jesus de Nazaré. Em segundo lugar, a percepção dos que necessitam de cura (libertação) diferem muito a daqueles que querem manter-se no poder.

            Marcos tem dois episódios de cura de cegos. O primeiro é a de um cego em Betsaida (Mc 8,22-26). O acontecido marca o início da segunda etapa do ministério de Jesus. Após percorrer os povoados de Galileia anunciando a iminência da instauração do Reinado de Deus, Jesus “tomou a firme decisão de partir para Jerusalém” (Lc 9,51). Durante esta viagem acontecem os “três anúncios de paixão”. Logo depois do terceiro anúncio acontece a cura de Bartimeu, o cego de Jericó (Mc 10,46-52).

O mais notável no trecho de Marcos que começa no 8,22 e vai até 10,52 é a dificuldade crescente dos discípulos em entender o programa libertador de Jesus. Mas este trecho, a ‘inclusão’, tem no seu início e no fim ‘cegos’ reconhecendo a libertação que o Nazareno efetua na realidade humana. O contexto é sua pergunta aos discípulos sobre o que pensavam os galileenses sobre sua identidade. Entre as muitas respostas, é a confissão da fé do Pedro que recebe destaque: “Tu és o Messias” (Mc 8,31; Mt 16,16; Lc 9,20).

Mas, Jesus proibiu severamente a divulgação dessa identidade. Em seguida começa a ensiná-los abertamente sobre o sofrimento, a rejeição, a morte e a ressurreição – o caminho messiânico seu. No entanto, isto contraria a expectativa popular de um messias poderosos e vencedor que aniquila seus inimigos com força brutal. Por isso, Pedro o levou a parte e o repreendeu. Mas, por causa dos outros discípulos, Jesus censurou sua ideia messiânica convencional (cf. Mc 8,31-33; Mt 16,21-23).

O segundo anúncio de paixão ocorre num horizonte marcado por medo e briga de poder entre os discípulos (cf. Mc 9,34; Mt 18,1-5; Lc 9,45-48). Para entender o messianismo de Jesus é preciso mudar a ideia que se tem a respeito do poder e seu exercício. O desejo de poder que domina não serve a construção do Reinado de Deus.

Terceiro anuncio da paixão está após os textos que falam da opção preferencial pelos pobres (cf. Mc 10,13-16) e as exigências radicais do Reinado de Deus. De fato, naquele momento alguém que tinha a boa vontade, porém não a disposição de desapegar-se das suas riquezas se afasta de Jesus (Mc 10,17-22). Os discípulos, preocupados, perguntam sobre a recompensa, pois deixarem tudo e seguirem o profeta itinerante (Mc 10,23-31).

A situação está tensa e os discípulos estão ‘atrás’ de Jesus na sua subida para Jerusalém (Mc 10,32-33). O terceiro anúncio de paixão acontece agora. A conjuntura exacerbou. Os filhos de Zebedeu fizeram lobby para promover sua ascendência dentro da organização e os outros brigaram feio com Tiago e João (Mc 10,41).

Eis a ironia dos textos de cura dos cegos em Marcos; os discípulos não conseguem ir além das ambições convencionais, porém são ‘os cegos’ entendem que aquele rabino é mais do que alguém que levanta expectativas tradicionais. Seu pedido é que o ‘Filho de Davi’ restaure sua capacidade de ‘ver’ de novo. Recuperado sua vista, Bartimeu segue Jesus pelo ‘caminho’ (Mc 10,51).



quinta-feira, 10 de novembro de 2016 0 comentários

Aos cegos a recuperação da vista... (Lc 4,18)

Aos cegos a recuperação da vista... (Lc 4,18)

Dicionários elucidam o verbo ‘ver’ e o substantivo ‘vista’ para evidenciar as múltiplas dimensões desta atividade humana. No manifesto político de Jesus de Nazaré “recuperar a vista aos cegos” é um item importante (cf. Lc 4,18 e Is 61,1-2).

Todos os evangelhos contam da cura dos cegos (Mc 8,22-26; 10,46-52; Mt 9,27-31; Lc 18,35-43; Jo 9). Atualmente “a igreja em saída” está prestes a encerrar o ano de jubileu da misericórdia. Em resposta ao chamado do Papa Francisco, recentemente, as revistas teológicas começaram publicar artigos sobre a ‘Teologia da Libertação’. Esse patrimônio precioso da tradição cristã “vê” a realidade, analisa a mesma  à luz da palavra de Deus de maneira que os profetas faziam nos tempos monárquicos na história de Israel.

O livro de Êxodo nos conta como Deus viu a condição dos filhos de Israel (que gemiam sob o peso da escravidão) e a levou em consideração (cf. Ex 2,23-25). O que aconteceu em seguida é a história que se repete ao longo dos séculos. Ao fazer a leitura os sinais dos tempos, percebe-se que hoje os seguidores do Deus Mamon (riqueza acumulada e idolatrada) estão criando condições em que o mundo precisa de um novo “êxodo”. Procuramos oferecer algumas simples reflexões sobre os textos sobre a cura dos cegos, supracitados. Eventos recentes têm evidenciado as implicações da ‘mudança de época’ que vivemos. Começamos com os textos dos sinóticos.

Os Evangelhos de Marcos e Mateus têm dois episódios, cada um, da cura dos cegos. Autores comentam sobre a função simbólica da cura do cego de Betsaida (Mc 8,22-26). Ele não tem nome, sua cura é um processo lento que acontece em etapas. São os outros que o levam a Jesus rogando sua intervençãoem prol dele; ele mesmo é passivo. O rabino o leva para fora do povoado, o ambiente em que ele ficava cego. Uma vez que foi curado o Nazareno instrui-lhe para não voltar ao mesmo ambiente, que lhe mantinha em dependência. E ele não segue Jesus no caminho.

Com notável ironia o autor de Marcos narra a cura do Bartimeu em 10,46-52. Jesus está de saída de Jericó, a caminho para Jerusalém. A agitação gerada pela passagem da comitiva do Nazareno desperta curiosidade do cego, sentado a beira do caminho; ele se informou sobre o que acontecia. Sabendo que o renomado rabino passava por ali, ele começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!” Os incomodados com os gritos do excluído não conseguiram silenciá-lo, pelo contrário, seu clamor só aumentava. O profeta parou, mandou chamá-lo, e indagou-lhe do que precisava: “Mestre, eu quero ver de novo.” Seu pedido foi atendido; sua fé foi elogiada e ele seguiu Jesus no caminho.

As narrativas deste episódio em Mateus e Lucas têm semelhanças e diferenças. Em todos os três evangelhos sinóticos este “milagre” é registrado após o terceiro anúncio da paixão de Jesus. Mateus tem dois cegos, sem nome, a beira do caminho. Eles pedem: “Senhor, queremos que nossos olhos se abram.” Uma vez restituída a visão eles seguiram Jesus. Enquanto isso, Lucas tem um cego sem nome que pede: “Senhor, eu quero ver de novo.” Com sua capacidade de “ver” restaurada ele segue Jesus.

O impressionante em Marcos é que o texto da cura do cego sem nome de Betsaida (8,22-26) faz uma ‘inclusão’ com o texto da cura da cegueira de Bartimeu de Jericó (10,46-52). A inclusão é uma técnica línguistica muito usado na Bíblia que exemplifica o esquema – promessa e cumprimento. Continuaremos a nossa reflexão sobre estes textos e o de João.



quinta-feira, 3 de novembro de 2016 0 comentários

A salvação - uma realidade tênue

A salvação – uma realidade tênue

       O Evangelho de Lucas protagoniza os pobres e excluídos como herdeiros preferidos da salvação oferecida em Jesus de Nazaré. Entre os excluídos os publicanos recebem menção em seis capítulos do texto (Lc 3, 5, 7, 15, 18 e 19); são os favorecidos na práxis de Jesus. É na sua interação com este grupo que se revela a característica tênue da salvação que toda a humanidade almeja desde sempre.
Lc 5,1-11.27-32 fala do chamado dos primeiros discípulos. Entre eles está Levi/Mateus que Jesus chamou de seu local de trabalho, a coletoria dos impostos. Ele deixou tudo e seguiu o rabino itinerante. Para comemorar o evento ele deu um banquete. A presença de Jesus nessa festa, oferecida por um ‘pecador’, foi duramente criticada pelos fariseus, os guardiões das leis e dos bons costumes. Mas, o Nazareno rebate a crítica e mostra que sua missão é procurar todos aqueles que se encontravam nas periferias da vida. São eles que necessitam da salvação, pois os doentes precisam de médico, não aqueles que gozam de saúde perfeita.
       Diante da arrogância daqueles que, convencidos de serem justos, desprezavam os outros, Jesus conta a parábola da oração do fariseu e a do publicano (Lc 18,9-14). O fariseu discursa para Deus a partir de seus méritos e bons costumes. No entanto o publicano fica longe, admite humildemente a sua situação de pecador e roga pela misericórdia de Deus. Contrariando a opinião comum que considerava justos aqueles que obedeciam as leis tradicionais e práticas piedosas meticulosamente e também excluía todos aqueles que não davam conta de observação perfeita das tradições, Rabino Jesus ousa afirmar que o ‘pecador publicano’ voltou para casa justificado e não o fariseu, o minucioso observador das tradições!
       A história de Zaqueu, um homem capaz de iniciativas fora de comum, é interessante (Lc 19,1-10). Ele desejava ardentemente ver o renomado Galileu que passava por ali.  Seus esforços neste empreendimento foram amplamente recompensados: o Nazareno foi hospedar-se em sua casa! Outra vez Jesus escandalizou os ‘puros’. Foi o momento de uma revelação importante: Jesus veio para salvar a todos. O publicano Zaqueu não pode ser excluído do abraço do Pai que abrange a todos.
       O discurso de Zaqueu na ocasião (Lc 19,8) evidência a implicação da conversão, a salvação. Ele propõe distribuir metade de seus bens aos pobres. Mais ainda, vai restituir quádruplo aos que foram defraudados. Essa restituição que o rico convertido propõe é difícil de executar! De fato, o Brasil vive o momento de furiosa aniquilação do programa governamental que procurava pagar a dívida social aos seus cidadãos oprimidos durante cinco séculos, desde a chegada dos colonizadores.
       Diante da perplexidade que o momento gera é necessário entender as imagens que Jesus usa para falar da natureza tênue do Reinado de Deus (Lc 13,18-21). A investida neocolonial visa estancar o agir político de uma parte considerável da população brasileira. Aqui é que o sentido do texto supracitado ilumina nossa história em construção. O Reino Jesus de Nazaré instaura é igual à semente de mostarda, uma planta sazonal que pode chegar até a servir às aves construírem seus ninhos. De novo, o Reino é como o fermento que leveda uma determinada medida de farinha; outra medida de farinha precisa de uma outra porção de fermento!
       É paradoxal - os projetos que visam implantar o Reino de Deus são pequenos e transitórios! O poder da riqueza acumulada e idolatrada pode reduz a nada o tênue rebento que é o Reinado de Deus?

         
 
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